'Sem campeões o esporte não anda no Brasil', diz 'embaixador' Minotauro
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da betano casino: Depois de 16 anos no esporte, Rodrigo Minotauro conhece como poucos as necessidades do MMA em busca de popularização. O baiano participou do nascimento da modalidade no Japão, brilhou durante seu desenvolvimento nos Estados Unidos e por último talvez seu maior feito: contribuiu para que o MMA se tornasse o sucesso que é no Brasil. Em entrevista ao LANCE!, ele avalia a situação do esporte no país, detalha seu trabalho à frente do UFC como embaixador de relecionamento dos atletas do UFC no Brasil e explica sua principal para elevar ainda mais a força da modalidade no país.
da realsbet: Conhecido por revelar inúmeros talentos para o MMA como Anderson Silva, Junior Cigano, Fábio Maldonado, entre tantos outros, o Nogueira fala sobre a prática de ajudar o próximo, lembra atitudes que renderam frutos e reflete sobre a necessidade que o Brasil tem de construir campeões.
– No UFC, tínhamos uma equipe grande, estamos sempre puxando alguém: Anderson (Silva), (Fábio) Maldonado… Todos esses lutadores a gente vai puxando. Todos esses talentos eu identifiquei e acho que a missão agora é trabalhar com esses cem atletas novos. Vamos ajudá-los, não treiná-los, mas vamos fazer o que puder para oferecer uma estrutura melhor. Temos uns 30 lutadores já na porta. Vamos mostrar para o Sean Shelby (um dos responsáveis por casar lutas no UFC) e vamos mostrar por que esses atletas são especiais e diferenciados. Vamos renovar nossa safra. Precisamos de campeões. Sem campeões, o esporte não anda no Brasil – avaliou o ex-campeão dos pesados do Pride e do UFC.
Confira um bate-papo com Minotauro sobre a nova função junto ao UFC
Além de marcar presença emeventos nacionais, você vai passar a frequentar academias pelo Brasil também?
Essa é uma das funções. Além de ir aos eventos, vamos visitar as academias, fazer um mapeamento de todas as equipes. Vamos mapeartambém projetos sociais, ir muito mais a fundo, visitar comunidades pelo Brasil, tentar apoiar eventos amadores e menores. É uma escada grande para sair lá de baixo e chegar no UFC. OsEstados Unidos fazem muitos campeões no Ultimate e sabemos o motivo. O wrestling (luta olímpica) é matéria na escola. Você já tem umlutador ali. No Brasil, não temos isso. Por isso, precisamos massificar e divulgar o esporte.
Agora como olheiro do UFC,como lidar com essa situaçãopara que não ocorra conflito deinteresses, já que você também élider de uma equipe de MMA, aTeam Nogueira?
Vou procurar me afastar mais daacademia, dos atletas, já que tem meuirmão por lá, e vou trabalhar mais dolado de cá, no UFC, como funçãoprioritária. No momento, tenho depensar no UFC. Temos muitos talentosna Team Nogueira, mas o cartel e osnúmeros não vão mentir.
Como você avalia a situaçãoatual do Brasil no MMA ?
Hoje, estamos em uma troca de gerações. Com a minha saída, vejo como temos carência de novos pesos-pesados. Por outro lado, também temos o campeão, o (Junior)Cigano, que já foi dono do cinturão, eu mesmo já tive o cinturão interino. Temos carência nos pesados, mas precisamos descobrir novos talentos,trazê-los para cá. A categoria dos leves também tem essa carência. Estamos nessa troca de safra e fico feliz por ver o Thominhas (Almeida), o (José) Aldo, que já é experiente. Existe muita gente a ser descoberta. Dá para melhorar muita coisa.